Estudos Científicos sobre a Toalha da Catedral de Coria


No final do século XIX e início do século XX podemos situar o começo de uma série de estudos nos quais se pretende conciliar o rigor científico próprio de cada época com a consideração devida ao caráter religioso da relíquia.

Esses primeiros trabalhos, nos quais se destaca o cónego Eugenio Escobar Prieto, ocorreram no contexto de outros que estavam sendo realizados acerca do «Santo Sudário de Turim» ou da «Túnica do Senhor» conservada em Tréveris.

No final da década de 1950 e início da de 1960, a relíquia voltou a despertar interesse.

Em 1960 foi analisada em Madrid pelos doutores Alfredo Carrato Ibáñez, Francisco Hernández Pacheco e Manuel Gómez Moreno, que determinaram que foi fabricada com linho no Oriente Médio. Posteriormente, foi estudada pelo norte-americano John Jackson, que esteve em Coria em 2006 e 2007. Também foi examinada por cientistas do Centro Espanhol de Sindonologia em 2006 e em laboratórios do CSIC, que precisaram que o corante azul é índigo natural.

De 2011 data o relatório de Pilar Benito García, conservadora de têxteis do Património Nacional. O estudo mais recente, microestrutural e geoquímico (2019-2020), foi realizado na Universidade de Oviedo.

Aguarda-se o início de novas investigações, especialmente palinológicas e históricas, que possam estabelecer cientificamente a proveniência e a antiguidade desta peça.

O professor John Jackson analisando a Sagrada Toalha de mesa na Catedral de Coria (2006-2007)
O professor John Jackson analisando a Sagrada Toalha de mesa na Catedral de Coria (2006-2007)